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Tipos de intervenção preventiva

Para controlar as conseqüências diversas do uso abusivo de drogas, foram desenvolvidos inúmeros programas em diversas partes do mundo. Estes programas variam muito em relação aos seus objetivos, metodologia e ideologia subjacente.

Embora tenha se postulado a possibilidade de importar alguns deles para o Brasil, discute-se a validade de implantar aqui um programa pronto, sem a necessária adaptação.

Como a questão do uso e abuso de drogas é complexa e multidimensional, atingindo de forma diferenciada grupos distintos de pessoas, torna-se impossível desenvolver um programa único, aplicavél a todos os casos. Deve, pois, respeitar a singularidade de cada localidade, população, condição social, cultural, econômica etc., não cabendo, portanto, "pacotes" que sirvam de forma genérica para o Estado e para o País.

Desta forma, antes de se iniciar um programa de prevenção é fundamental delimitar sua população-alvo e levantar as reais necessidades daquele grupo.

Isto posto, deve-se estabelecer os objetivos e as metas do programa.

Para definir objetivos e metas, deve-se responder à pergunta "Onde queremos ir e por quê?". Assim, um objetivo é a explicitação de um propósito, podendo ser geral ou específico. Um objetivo geral contribui para alguma causa, enquanto o objetivo específico esgota-se em si mesmo, ou seja, conclui um propósito.

Meta é a quantificação do objetivo. Portanto, a meta é sempre mensurável no tempo e na quantidade. Ao se fixar metas, deve-se levar em conta as possibilidades reais de cumpri-las, evitando frustações e comprometimento dos objetivos.

Definidos a população-alvo, suas necessidades, os objetivos e as metas, pensar-se-á nos tipos de intervenção preventiva baseados nos três níveis de prevenção, tradicionalmente enfocados na medicina, a saber:

Prevenção primária - quaisquer atos destinados a diminuir a incidência de uma doença numa população, reduzindo o risco de surgimento de casos novos;

Prevenção secundária - quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência de uma doença numa população reduzindo sua evolução e duração;

Prevenção terciária - quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência das incapacidades crônicas numa população, reduzindo ao mínimo as deficiências funcionais consecutivas à doença.

Prevenção primária

A prevenção primária pretende intervir antes que surja algum problema, no sentido de ser um conjunto de medidas que visam uma educação para a saúde. Aqui destacam-se três pontos essenciais:

Esta intervenção tem que ser precoce - tem que se aplicar a crianças através do oferecimento de atividades prazerosas, criativas e educativas;

Ela deve estar inserida em uma visão mais ampla da educação para a saúde, a fim de tornar atraente as regras para uma vida saudável;

Ela tem que se apoiar em "educadores naturais", em primeiro lugar os pais e também os professores.

Em resumo, a prevenção primária é o programa que objetiva evitar a ocorrência do problema-alvo, isto é, diminuir a incidência prevenindo o uso da droga antes que ele se inicie.

A intervenção primária destina-se a duas faixas:

Jovens - enfatizando medidas como a conscientização e sensibilização para os problemas da infância e da adolescência em todos os seus aspectos (fisiológicos, psicológicos e sócio-culturais). Visa, portanto, a todos os jovens e não somente àqueles considerados como de alto risco.

Adultos - fornecendo conhecimentos básicos, provocando e favorecendo uma reflexão maior sobre os problemas abordados, bem como um maior engajamento e participação dos "educadores naturais".

Prevenção secundária

Aplicada aos problemas do consumo de drogas, a prevenção secundária é um prolongamento da prevenção primária, cada vez que esta não alcançou os objetivos pretendidos. Consiste em intervenções para evitar que um estado de dependência se estabeleça.

É definida como uma intervenção especializada, endereçada àqueles que já manifestaram sinais de uma certa dificuldade com os psicotrópicos, em razão de um consumo indevido.

Como exemplo, podemos falar sobre o adolescente que está em dificuldades (pessoais, familiares, sociais etc.) ou que já está consumindo drogas, seja por curiosidade ou de maneira intermitente. Neste caso, apesar dele não ser um dependente, existe um risco maior dele investir na droga.

Faz parte deste nível de intervenção uma variedade de técnicas: aquisição de conhecimento mais adequado à respeito das drogas; conscientização da pessoa em relação ao seu comportamento; suas reações às diversas circunstâncias; o significado das coisas que lhe acontecem e dos gestos que usa para determinadas situações.

A prevenção secundária visa, pois, diminuir a prevalência do problema-alvo, buscando impedir a progressão do uso uma vez iniciado.

Prevenção terciária

Aplicada às drogas, a prevenção terciária tem como objetivo essencial evitar a recaída, visando a reintegração do indivíduo na sociedade, possibilitando-lhe novas oportunidades de engajamento na escola, nos grupos de amigos, na família, no trabalho etc.

Pressupõe-se que, no caso de uso de drogas, a dependência já esteja instalada. Neste caso, a prevenção terciária atuaria antes, durante e depois do tratamento.

Antes do tratamento, a intervenção visa auxiliar o indivíduo a formular um pedido de ajuda e o favorecimento de uma relação terapêutica efetivamente privilegiada;

Durante o tratamento, visa auxiliar para que não se rompa um processo terapêutico ou de ajuda já iniciado, bem como desdramatizar a situação sem, contudo, minimizá-la;

Depois do tratamento, visa uma ação conjugada com uma instituição voltada para a reinserção social.

A prevenção terciária objetiva, assim, diminuir as conseqüências de um uso já continuo e intenso sendo, em geral, estratégias voltadas para a reabilitação e reinserção social do indivíduo.

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