logop33.gif (2108 bytes)

infoan.gif (53664 bytes)

drogas.gif (6090 bytes)

barra.gif (2199 bytes)

O papel da mídia na prevenção

"Na sociedade contemporânea, a mídia constitui um dos fatores fundamentais na
formação do que é comumente conhecido como opinião pública.
(...) quando se aplica a um assunto que apresenta uma fraca tradição de pesquisa no Brasil, como é o
caso da questão das drogas, (...) os conteúdos das reportagens da mídia têm a permissão de
reinar sozinhos (...) o que é visto, lido e ouvido, através da mídia, no que se refere às drogas, tende a
se tornar a única medida padrão de verdade para a grande maioria da população brasileira."

(Beatriz Carlini-Cotrim; José Carlos F. Galduróz; Ana R. Noto, Ilana Pinsky -
"A mídia na fabricação do pânico: um estudo no Brasil")

barra.gif (2199 bytes)

A mídia tem o papel de manter a população informada. A população, por outro lado, não deve se colocar como mera receptora passiva daquilo que é veiculado pelos meios de comunicação. Para tanto, é necessário que cada pessoa exercite sua atitude crítica, filtrando as informações recebidas, questionando-as, fazendo um contraponto e buscando, na opinião pública, uma opinião própria, particular, com a qual se identifique e na qual acredite. Porém, o que normalmente ocorre é o oposto. A mídia costuma distorcer os dados e descrevê-los incompletos. O público, de outro lado, acaba por recebê-los como descrição fiel da realidade.

Na área de drogas isso é bem visível. Há uma tendência a se abordar questões ligadas ao tráfico, à dependência  e às drogas ilícitas. É claro que estes pontos devem ser discutidos, mas não como únicos e mais importantes, uma vez que o fenômeno das drogas não se resume a isto. Neste caso, é importante que se reveja a dimensão do assunto e a complexidade de fatores nele envolvidos, evitando-se posições unilaterais bem como formas de abordagem com manchetes e reportagens de cunhos alarmista e sensacionalista. O uso indevido que a mídia faz dos dados que obtém, revela uma preocupação muito mais voltada para a venda e o ibope dos veículos, do que para o repasse fidedigno das informações.  

O CEBRID, em sua discussão sobre os resultados do "III Levantamento sobre o Uso de Drogas entre Estudantes de 1º e 2º graus em 10 Capitais Brasileiras -1993" relata o seguinte:

"Uma observação importante diz respeito aos constantes alardes da mídia sobre o aumento do uso da cocaína. Este fato está refletido neste estudo, onde notou-se um aumento de uso na vida nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Não seria o momento de se perguntar se a mídia não atuou no sentido de propagandear o uso desta droga? Porém, ao se verificarem os dados colhidos nesta pesquisa referente à maconha, pode-se notar que em 7 cidades houve tendência de aumento de uso na vida... Estes dados podem indicar que uma abordagem errada está ocorrendo em relação ao abuso de drogas no país: todos os esforços colocados sobre a droga eleita da década - a cocaína, desfocando-se a atenção sobre o aumento no uso de outras drogas."

  Coisas do passado...      

© IMESC / INFOdrogas 1999-2003. Todos os direitos reservados

barra.gif (2199 bytes)