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LSD-25

Aspectos históricos e culturais

O LSD-25 (abreviação de Dietilamida do Ácido Lisérgico), é uma substância sintética fabricada em laboratório.

Foi descoberto em 1943 por um cientista suíço, Albert Hoffman, que estudava alcalóides (substâncias encontradas nos vegetais) extraídos de fungos que atacam o centeio e cereais. Este cientista trabalhava com os alcalóides da ergotina, sobretudo a Dietilamida do Ácido Lisérgico, substância que ele próprio, cinco anos antes (1938), havia composto a partir da associação experimental da Dietilamida do Ácido Lisérgico-25 e cuja fórmula final resultou no tratamento de destro-dietilamida do ácido lisérgico-25 (este nome indica que, além da combinação química básica, a droga desvia a luz polarizada para a direita - destro -, é solúvel na água e foi a vigésima quinta de uma série de anotações experimentais).

Seu interesse pela ergotina baseava-se numa expectativa gerada desde a Idade Média, a propósito de uma peste que era conhecida, devido ao excessivo ardume que provocava na pele, como "fogo sagrado" ou "fogo de Santo Antão" - causada pelo contato direto com um fungo (um cogumelo conhecido popularmente por Ergot e que comumente cresce atado à planta do centeio). Esta substância foi ingerida acidentalmente pelo cientista, ao aspirar pequeníssima quantidade de pó, num descuido de laboratório, provocando estranhos efeitos como distorções visuais, perceptuais e alucinações.

Eis o que ele descreveu: "Os objetos e o aspecto dos meus colegas de laboratório pareciam sofrer mudanças ópticas. Não conseguindo me concentrar em meu trabalho, num estado de sonambulismo, fui para casa, onde uma vontade irresistível de me deitar apoderou-se de mim. Fechei as cortinas do quarto e imediatamente caí em um estado mental peculiar semelhante à embriaguez, mas caracterizado por uma imaginação exagerada. Com os olhos fechados, figuras fantásticas de extraordinária plasticidade e coloração surgiram diante de meus olhos."

Em 1960, apareceram os primeiros relatos do uso do LSD-25 entre jovens e adultos, influenciados pelo movimento hippie. Em 1968, o LSD-25 foi proibido, mas continuou sendo produzido em laboratórios clandestinos. Normalmente, o LSD-25 é encontrado em minúsculos pedaços de papel, "selos" embebidos da substância.

Esporadicamente sabe-se do uso de LSD-25 no Brasil, principalmente por pessoas das classes mais favorecidas. O Ministério da Saúde do Brasil não reconhece nenhum uso terapêutico do LSD-25 (e de outros alucinógenos) e proíbe totalmente a produção, comércio e uso do mesmo no território nacional.

Efeitos físicos e psíquicos

O LSD-25 produz uma série de distorções no funcionamento do cérebro, alterando as funções psíquicas. Tais alterações dependem muito da sensibilidade da pessoa, do seu estado de espírito no momento em que tomou a droga e do ambiente em que se deu a experiência.

As alucinações, tanto visuais quanto auditivas, podem trazer satisfação (boa viagem) ou deixar a pessoa extremamente amedrontada (má viagem, "bode").

Outro aspecto refere-se aos delírios. Estes são chamados juízos falsos da realidade, isto é, há uma realidade, um fato qualquer, mas a pessoa delirante não é capaz de avaliá-lo corretamente, podendo desencadear também estados psicóticos como pânico e sentimentos paranóicos.

O LSD-25 produz poucos efeitos no resto do corpo. A pulsação pode ficar mais acelerada, as pupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer sudoração e certa excitação. São raros os casos de convulsão. Mesmo as doses muito fortes não chegam a intoxicar seriamente a pessoa do ponto de vista físico. Não leva comumente a estado de dependência e não há descrição de síndrome de abstinência. A tolerância desenvolve-se muito rapidamente, mas também há desaparecimento rápido da mesma com o parar do uso.

O perigo do LSD-25 está no fato de que, pela perturbação psíquica, há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo. Há descrições de casos de comportamento violento e de pessoas que, após tomarem o LSD-25, passaram a apresentar por longos períodos depressão ou mesmo acessos psicóticos.

O "flashback" é uma variante dos efeitos a longo prazo - semanas ou até meses após a sua utilização, a pessoa passa repentinamente a ter todos os sintomas psíquicos daquela experiência anterior, sem ter tomado de novo a droga.

Nomes populares: ácido

Uso terapêutico: nenhum

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